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A Histórica Reviravolta da RDC no Mundial Abre Caminho para o Duelo com a Inglaterra

Mason Hart
Mason Hart
Publicado: 29.06.2026 Atualizado: 15.09.2026

Yoane Wissa marcou dois golos enquanto a República Democrática do Congo protagonizou uma impressionante reviravolta de três golos frente ao Uzbequistão, conquistando uma vitória por 3-1 em Atlanta para garantir a sua primeira participação na fase a eliminar do Mundial. Os africanos vão agora defrontar a Inglaterra nos dezasseis avos de final, após registarem a sua primeira vitória de sempre na competição.

O resultado foi ainda mais notável tendo em conta que o Uzbequistão tinha aberto o marcador, ameaçando frustrar por completo as ambições congolesas. Porém, uma combinação de brilhantismo individual, uma polémica decisão do VAR e um erro defensivo custoso acabaram por dar à RDC o impulso necessário para virar o jogo.

O Uzbequistão Marca Primeiro em Atlanta

Eldor Shomurodov deu ao Uzbequistão um início de sonho ao fazer um lob sobre o guarda-redes Lionel Mpasi de um ângulo fechado, colocando a sua equipa em vantagem nos primeiros 10 minutos. O avançado do Istanbul Basaksehir tinha visto inicialmente um remate anulado por fora de jogo aos 30 segundos, mas o capitão e melhor marcador histórico da seleção centro-asiática não desperdiçou a segunda oportunidade, concretizando com uma finalização tecnicamente soberba.

O Uzbequistão entrou em campo sabendo que a qualificação era matematicamente improvável — precisavam de uma diferença de golos enorme para avançar. Ainda assim, o treinador Fabio Cannavaro tinha instado os seus jogadores a lutar pela vitória, enquadrando o jogo como uma oportunidade de deixar um legado duradouro na estreia do país no Mundial. A sua equipa respondeu com intensidade desde o primeiro apito.

O Drama do VAR e o Ponto de Viragem

A RDC pareceu ter empatado quando Nathanaël Mbuku rematou de forma soberba para o ângulo superior, mas o golo foi anulado após revisão do VAR. Os árbitros determinaram que Mbuku tinha cometido falta sobre Sherzod Nasrullaev no lance anterior, com a sua mão a tocar no rosto do defesa uzbeque — uma decisão discutível que deixou os jogadores congoleses visivelmente frustrados.

O jogo mudou de forma decisiva quando o defesa do Manchester City Abdukodir Khusanov entrou de forma imprudente sobre Wissa dentro da área, concedendo uma grande penalidade. O avançado do Newcastle recompôs-se e atirou o guarda-redes Abduvohid Nematov para o lado errado, convertendo com serenidade para igualar o marcador e inflamar as quase 70.000 pessoas presentes — a maioria das quais tinha vindo apoiar a RDC.

Mayele e Wissa Completam a Reviravolta

Apenas dois minutos após o empate chegou o momento histórico. Um remate desviado de Meschack Elia ficou perfeito para Fiston Mayele, que se antecipou a Nematov e desviou a bola para a rede, desencadeando o delírio entre a maioria congolesa do estádio. O recinto explodiu de alegria quando a RDC ficou pela primeira vez em vantagem no jogo.

Wissa selou o resultado com um remate preciso para o ângulo mais distante a partir da entrada da área no tempo de compensação — o seu terceiro golo no torneio e um desfecho perfeito para uma noite de drama. O selecionador Sébastien Desabre já olhava para o próximo desafio: “Vamos começar a trabalhar imediatamente na preparação. Temos alguns jogadores no plantel que atuam em clubes da liga inglesa, por isso vão ajudar-nos, mas vamos preparar-nos da melhor forma possível para o que vai ser um jogo muito importante para nós.”

A Impressionante Campanha Africana no Mundial

O avanço da RDC para a fase a eliminar acrescenta mais um capítulo ao que tem sido um Mundial extraordinário para o futebol africano. Das dez nações africanas a competir no torneio, apenas a Tunísia foi eliminada na fase de grupos, com a Argélia ainda em condições de se juntar às oito seleções que já avançaram para os dezasseis avos de final no seu último jogo de grupo, previsto para mais tarde neste sábado.

Para o Uzbequistão, a jornada termina aqui, mas Cannavaro reconheceu o impacto emocional nos seus jogadores: “O Mundial é brutal. Os jogadores deram tudo. Estão tristes no balneário. Sofrem mais do que ninguém no Uzbequistão.” Apesar da derrota, a estreia da nação centro-asiática no maior palco do futebol mundial representou um marco significativo para o desenvolvimento do país.

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