Uma lesão no quadríceps ensombrou o empate 2-2 do Arsenal com o Bayern Munique na Liga dos Campeões, com Mikel Arteta a apresentar uma primeira avaliação claramente pessimista do estado de Bukayo Saka. O treinador descreveu a situação como muito preocupante, embora ainda fosse necessário obter uma perspetiva mais clara.
Saída prematura de Saka deixa Arsenal à espera de respostas
Tinham decorrido apenas 10 minutos no Allianz Arena quando o jogador de 25 anos tentou fazer um passe sem qualquer adversário a disputar-lhe a bola e caiu subitamente. Eberechi Eze entrou para o substituir e viria a inaugurar o marcador.
Em declarações à TNT Sports, Arteta reconheceu a apreensão em torno do incidente. Explicou que uma saída abrupta motivada por uma dor intensa era um mau sinal, mas salientou que seria necessário recolher mais informações antes de tirar conclusões.
Uma sucessão de problemas físicos
Um problema no tendão de Aquiles sofrido em março já tinha exigido uma gestão cuidadosa da carga de Saka na reta final da época anterior ao serviço do clube e durante a participação de Inglaterra no Mundial. Os últimos meses trouxeram, por isso, dúvidas recorrentes sobre a sua condição física.
Essa lesão afastou-o dos compromissos internacionais de março e de sete jogos do clube. Ainda assim, o seu regresso ajudou o Arsenal a conquistar o primeiro título da principal divisão inglesa em 22 anos.
Frente ao Paris Saint-Germain, na final da Liga dos Campeões, foi titular, mas saiu aos 54 minutos num encontro que o Arsenal perdeu. Depois, Inglaterra incluiu-o no onze inicial em apenas três dos oito jogos do Mundial; entre os seus contributos esteve um hat-trick contra França na vitória por 6-4 que garantiu o terceiro lugar.
Uma lesão anterior nos músculos posteriores da coxa, sofrida em dezembro de 2024, exigiu uma operação e resultou numa ausência de 101 dias na época 2024-25. Mesmo na campanha seguinte, que terminou com o título, as suas 49 presenças pelo clube decorreram entre interrupções constantes: além do problema no tendão de Aquiles, uma queixa na anca obrigou-o a abandonar o aquecimento antes do encontro com o Leeds em janeiro, enquanto outra lesão nos músculos posteriores da coxa o afastou durante cerca de quatro semanas.
Arsenal responde em Munique apesar de perder um atacante fundamental
A percentagem de vitórias do Arsenal, consideravelmente mais elevada quando Saka joga, sublinha a sua importância contínua. Ainda assim, os visitantes realizaram uma exibição encorajadora após a sua saída em Munique, e o golo do empate de Declan Rice perto do fim deixou-lhes oportunidades para alcançar a vitória.
O nosso comentador, Nedum Onuoha, considerou a lesão precoce de um futebolista tão influente o único aspeto negativo da noite. Recordou o extremo deitado no relvado com um braço levantado, aparentemente consciente de que algo estava errado; a questão imediata, sugeriu, era a duração da ausência.
Na avaliação de Onuoha, perder Saka não provocaria automaticamente uma grande quebra nos resultados. Ainda assim, a consideração de que o atacante goza reflete tanto a sua qualidade em relação aos colegas como a importância da sua função.
Madueke e Eze demonstram o valor da profundidade do plantel
A reorganização levou Noni Madueke da sua posição inicial à esquerda para o flanco direito, onde deixou boas indicações. Eze, lançado a partir do banco, ocupou o lado esquerdo do ataque e marcou o golo que abriu o encontro.
Para Onuoha, esses contributos ilustraram a lógica por trás da construção do plantel. Na sua opinião, ambos os atacantes de corredor cumpriram eficazmente as respetivas responsabilidades depois da saída de Saka.
As alternativas disponíveis não deverão representar uma dificuldade imediata, acrescentou o comentador. Embora o Arsenal fique sem o talento diferenciador de Saka, os restantes atacantes de corredor oferecem soluções suficientes para desempenhar essa função até ao seu regresso.
Os outros avançados têm de assumir a responsabilidade
As críticas à abordagem do Arsenal têm acompanhado esta época, mas a sua intenção ofensiva diante da equipa alemã já era evidente enquanto Saka ainda estava em campo. A equipa também teve uma percentagem de posse de bola superior à do Bayern.
Substituir um atacante responsável por quatro golos em 11 jogos oficiais constitui uma tarefa exigente. Contudo, o investimento significativo nas duas últimas janelas de transferências de verão proporcionou várias soluções possíveis ao plantel.
Madueke pode atuar em qualquer um dos flancos. Christos Tzolis, contratado no verão, também começou a época de forma impressionante, embora um problema nos músculos posteriores da coxa o impeça atualmente de jogar.
Outra possibilidade ofensiva é Max Dowman, de 16 anos. Depois de já ter marcado na Premier League na época anterior, o adolescente demonstrou capacidade para influenciar jogos da equipa principal.
Arteta elogia a resposta dos seus jogadores de ataque
Questionado sobre o que os outros avançados terão de oferecer durante a indisponibilidade de Saka, Arteta destacou com agrado o esforço demonstrado diante do Bayern. A sua avaliação do contributo desses jogadores naquela noite foi positiva.
Destacou Eze, a quem chamou Ebs, por uma excelente exibição global. Os elogios do treinador foram além do jogo com bola e das ações individuais, abrangendo também a entrega do jogador quando a posse pertencia ao adversário.
Os contributos dos outros jogadores lançados também agradaram a Arteta, sobretudo pela intensidade que acrescentaram. Considerou que trouxeram qualidades diferentes, adequadas às necessidades da equipa naquela fase, ajudando o Arsenal a retirar algo do encontro, e reiterou a sua satisfação.

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