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Egito conquista sua primeira vitória histórica na Copa do Mundo com uma reviravolta épica contra a Nova Zelândia

Mason Hart
Mason Hart
Publicado: 22.06.2026 Atualizado: 15.09.2026

Mohamed Salah foi o arquiteto de uma reviravolta extraordinária que permitiu ao Egito conquistar seu primeiro triunfo na história das Copas do Mundo, superando a Nova Zelândia por 3 a 1 com uma segunda etapa dominante que os levou ao topo do Grupo G.

Os Faraós chegaram ao intervalo perdendo por um gol, sem conseguir impor seu jogo nos primeiros 45 minutos. No entanto, o discurso inflamado do técnico Hossam Hassan no vestiário foi o catalisador de uma transformação completa, com Salah e seus companheiros entregando uma atuação que será lembrada muito depois do apito final.

Nova Zelândia assume o controle no primeiro tempo

A Nova Zelândia abordou a partida com um plano de jogo disciplinado e pragmático, alternando entre o jogo direto e a posse organizada para manter o Egito à distância. A estratégia deu frutos quando o zagueiro Finn Surman aproveitou uma bola parada, se livrando da marcação de Ahmed Fatouh para cabecear com força e balançar as redes.

Os All Whites se mostraram confortáveis durante todo o primeiro período, criando várias oportunidades e parecendo controlar o ritmo da partida. O Egito, por sua vez, não encontrou seu futebol e foi para o intervalo precisando de uma melhora significativa.

A mensagem de Hassan no intervalo acende a equipe

Após o apito final, Hossam Hassan revelou a intensidade de suas palavras no vestiário. “No intervalo, disse aos jogadores que não voltaríamos ao campo a menos que estivéssemos determinados a vencer, e que tirassem confiança do orgulho que sentimos com esse apoio”, explicou o técnico.

Ele também refletiu sobre a jornada mais ampla que trouxe o Egito até esta fase. “À comunidade do futebol egípcio, precisávamos de tempo para construir confiança, para capitalizar nossos pontos fortes e refletir sobre nossa jornada até a classificação, bem como o trabalho árduo das gerações anteriores que tentaram criar essas oportunidades”, acrescentou Hassan.

Salah e Ziko viram o jogo

O segundo tempo pertenceu inteiramente ao Egito. Embora Callum McCowatt tenha testado o goleiro com uma cabeçada de raspão no início do período, os Faraós rapidamente assumiram o controle e empataram quando Mostafa Ziko cabeceou com força para as redes após o cruzamento de Mohamed Hany pela direita no minuto 58.

Nove minutos depois, Salah proporcionou o momento que a torcida esperava. O ponta de 34 anos avançou pela direita, trocou uma combinação rápida com Ziko e colocou a bola no canto distante para colocar o Egito na frente pela primeira vez. O estádio explodiu de alegria enquanto o veterano atacante demonstrava que sua capacidade de produzir momentos decisivos permanece intacta.

Trézéguet sela a vitória

Salah esteve perto de marcar seu segundo gol por volta do minuto 81, cortando para o centro pela direita antes de seu chute desviado passar por cima do travessão. No entanto, o escanteio resultante trouxe mais recompensa quando o substituto Trézéguet se atirou para cabecear no primeiro poste, colocando o resultado além de qualquer dúvida.

A Nova Zelândia continuou pressionando em busca de um gol de honra, e a partida foi ficando cada vez mais física nos minutos finais. Hossam Abdelmaguid foi forçado a sair no final do jogo após sofrer uma suspeita de concussão, com o olho visivelmente inchado ao deixar o campo. Quando dez minutos de acréscimos haviam se passado, os torcedores egípcios pediam em alto e bom som que o árbitro encerrasse a partida.

Reações pós-jogo

Salah foi modesto em sua avaliação da conquista. “É uma grande vitória. Há uma ótima atmosfera. O próximo jogo é muito importante”, disse ele, reconhecendo a importância do resultado sem perder o foco no que está por vir.

Hassan foi igualmente elogioso sobre a contribuição de sua estrela. “Salah trabalhou muito em campo e isso é algo que você precisa saber. Talvez eu seja o primeiro técnico a deixá-lo jogar em uma posição que combina com seu perigo, com suas capacidades e qualidades. Trabalhamos em muitas coisas e tenho certeza de que vamos ver mais dele”, afirmou o técnico.

O técnico da Nova Zelândia, Darren Bazeley, foi franco sobre a incapacidade de sua equipe de manter o nível do primeiro tempo. “É frustrante. Jogamos muito bem no primeiro tempo. Marcamos um grande gol, criamos muitas chances, sentimos que dominamos a posse grande parte do tempo no primeiro tempo, e estávamos confortáveis. Não estávamos sendo prejudicados”, disse ele. “Conversamos bem no intervalo, analisamos algumas coisas que poderíamos fazer um pouco melhor, saímos no segundo tempo e simplesmente não conseguimos recriar o ritmo e a qualidade que mostramos no primeiro tempo.”

Classificação do Grupo G

A vitória levou o Egito ao topo do Grupo G com quatro pontos em dois jogos, tendo anteriormente empatado 1 a 1 com a Bélgica. A Nova Zelândia, que havia empatado 2 a 2 com o Irã em sua partida de estreia, ocupa a última posição com apenas um ponto. Mais cedo no mesmo dia, Bélgica e Irã empataram sem gols, deixando o grupo muito equilibrado antes da rodada final.

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