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Demolição holandesa: Países Baixos vencem a Suécia por 5-1 e aproximam-se dos oitavos do Mundial

Mason Hart
Mason Hart
Publicado: 21.06.2026 Atualizado: 15.09.2026

A equipa de Ronald Koeman apresentou uma exibição dominante em Houston, derrotando a Suécia por 5-1 para liderar o Grupo F do Mundial e aproximar-se da qualificação para os oitavos de final. Os seis golos foram marcados por jogadores que atuaram na Premier League na época passada, sublinhando a crescente influência do futebol inglês no panorama internacional.

Brian Brobbey, do Sunderland, e Cody Gakpo, do Liverpool, marcaram dois golos cada, enquanto Crysencio Summerville — recentemente despromovido com o West Ham — acrescentou o quinto na segunda parte. Anthony Elanga, do Newcastle, assinou o único golo da Suécia.

O resultado deixa os Países Baixos com quatro pontos antes da última jornada do grupo, enquanto a Suécia precisa agora de um resultado positivo frente ao Japão para manter vivas as suas aspirações de avançar para a fase a eliminar.

Como os holandeses tomaram o controlo: os golos da primeira parte ditam o rumo

Brobbey foi uma escolha algo inesperada para o onze inicial, substituindo Summerville após a boa exibição do extremo no empate 2-2 com o Japão. Ainda assim, o avançado do Sunderland não demorou a justificar a opção de Koeman.

Aos cinco minutos, uma rápida jogada de sete toques abriu a defesa sueca de uma baliza à outra. O guarda-redes Bart Verbruggen lançou um longo passe que Brobbey controlou, cedeu a Gakpo pela esquerda e depois entrou na área para finalizar o cruzamento rasteiro do extremo.

Brobbey bisou 12 minutos depois, empurrando para a baliza após um cruzamento rasteiro de Denzel Dumfries, tendo-se antecipado ao central sueco Isak Hien. A Suécia julgou ter reduzido a desvantagem no tempo de compensação da primeira parte, quando Gustaf Lagerbielke cabeceou para a baliza deserta após um livre, mas o árbitro assinalou fora de jogo.

Segunda parte dominante: Gakpo e Summerville fecham a contagem

Summerville entrou ao intervalo e, dois minutos após o recomeço, Gakpo empurrou para a baliza no segundo poste após mais um cruzamento perigoso de Dumfries — 3-0. Qualquer esperança de recuperação sueca ficou praticamente sepultada.

Gakpo marcou o seu segundo aos 54 minutos, rematando rasteiro para bater o guarda-redes Kristoffer Nordfeldt depois de Summerville ter avançado e o colocado em posição de finalização. Esse golo elevou o total de golos do Mundial para 100 em 33 jogos — o ritmo mais rápido a atingir essa marca desde a edição de 1958, quando o mesmo marco foi alcançado em 32 ou 33 partidas (duas disputadas em simultâneo).

Summerville coroou a sua enérgica entrada como suplente com um remate para o canto inferior nos minutos finais, embora uma pancada na cabeça sofrida perto do apito final tenha deixado Koeman com uma possível dúvida para o próximo jogo.

Koeman silencia os críticos com clareza tática

Após o empate com o Japão, Koeman foi alvo de críticas severas na imprensa holandesa pelo jogo ofensivo lento da sua equipa e pelas substituições defensivas questionáveis quando estava a vencer. A resposta em Houston foi contundente desde o primeiro apito, com as camisolas laranja a pressionar em vagas sucessivas sobre uma defesa sueca desconcertada.

A decisão de titular Brobbey revelou-se determinante. A sua presença física como referência central conferiu aos Países Baixos uma verticalidade que tinha faltado frente ao Japão, e a sua capacidade de segurar a bola e associar-se permitiu a Donyell Malen atuar com eficácia logo atrás dele. A linha de três defesas da Suécia foi repetidamente desorganizada, abrindo corredores amplos para as subidas dos holandeses pelas alas.

Koeman tomou outra decisão acertada ao intervalo ao lançar Summerville, que jogou com a urgência de quem luta para recuperar o lugar no onze. O seu passe inteligente preparou a assistência de Dumfries para o terceiro golo, e depois converteu-se em assistente do segundo de Gakpo. A pancada na cabeça no final foi a única preocupação numa noite quase perfeita para o selecionador holandês.

As dificuldades da Suécia e o fator Premier League

A Suécia melhorou após adotar uma linha de quatro defesas durante a pausa de hidratação da primeira parte, terminando o período inicial com maior intensidade, mas as meias-oportunidades não foram aproveitadas. A equipa de Graham Potter reduziu a desvantagem cinco minutos após o segundo golo de Gakpo, quando o suplente Elanga recebeu um passe em profundidade e atirou por cima de Verbruggen.

O duo atacante sueco da Premier LeagueAlexander Isak, do Liverpool, e Viktor Gyokeres, a caminho do Arsenal — teve uma noite discreta, com escasso serviço por parte de um meio-campo e defesa que ficaram aquém do esperado. Se os seus companheiros não elevarem o nível frente ao Japão, ambos os avançados podem contar com uma chegada pontual aos treinos de pré-época.

Pelo segundo jogo consecutivo, os Países Baixos não alinharam com nenhum jogador da Eredivisie no onze inicial, e os quatro marcadores desta partida tinham atuado na primeira divisão inglesa na época passada. Historicamente, apenas a Hungria venceu o seu primeiro jogo do grupo do Mundial por quatro ou mais golos e não conseguiu avançar — uma vitória por 10-1 sobre El Salvador em 1982 que serve de advertência. Como tricampeões vice, os Países Baixos têm sido frequentemente apelidados de eternas segundas do torneio, mas Koeman parece determinado a mudar essa narrativa.

O que se segue para as duas equipas

Os Países Baixos encerram a participação no Grupo F frente à Tunísia em Kansas City na sexta-feira, 26 de junho (início às 00:00 BST). A Suécia defronta o Japão à mesma hora no Dallas Stadium, em Arlington, Texas, num jogo que pode decidir se a equipa de Potter continua na competição.

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