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Noruega surpreende o Brasil: Haaland marca dois gols e leva sua nação às quartas de final da Copa do Mundo

Mason Hart
Mason Hart
Publicado: 06.07.2026 Atualizado: 15.09.2026

Erling Haaland marcou dois gols nos minutos finais para eliminar o Brasil e levar a Noruega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 — um feito que a nação escandinava jamais havia alcançado. O sexto e o sétimo gols do atacante no torneio chegaram nos dez minutos finais, coroando uma virada extraordinária que deixou o mundo do futebol atônito e desencadeou uma onda de euforia viking por todos os Estados Unidos.

A vitória representa um marco para o futebol norueguês e uma poderosa confirmação do projeto construído pelo técnico Ståle Solbakken ao longo dos últimos cinco anos. O que começou como uma tarde difícil diante de uma das seleções mais tradicionais do torneio terminou em triunfo, impulsionado por ajustes táticos, brilhantismo individual e a implacável capacidade de gol do atacante mais temido do mundo.

Um momento histórico para o futebol norueguês

Pela primeira vez em sua história, a Noruega avançou às quartas de final de uma Copa do Mundo da FIFA. A conquista tem um peso enorme para uma nação que por muito tempo ficou abaixo de seu potencial no cenário internacional, apesar de ter revelado um dos atacantes mais prolíficos que o futebol já viu. Haaland acumula agora 30 gols em seus últimos 17 jogos oficiais pela seleção — um número que evidencia o quanto ele é central para tudo o que seu país faz nas grandes competições.

A atmosfera no estádio refletiu a magnitude do momento. Um grupo de torcedores noruegueses atrás do gol explodiu de alegria enquanto seu talismã permanecia imóvel após marcar, com uma expressão de satisfação tranquila em vez de celebração exuberante. Seus companheiros e a torcida que viajou até lá fizeram o barulho por ele.

A aposta tática do Brasil e uma primeira etapa polêmica

Carlo Ancelotti surpreendeu a todos antes do apito inicial ao escalar Gabriel Martinelli em seu time titular em uma incomum função de meia central — posição que o ponta jamais havia ocupado em seu clube. O técnico brasileiro o encarregou não apenas de impulsionar a equipe para frente, mas também de liderar o contra-pressing, uma dupla responsabilidade que criou uma estrutura incomum e deixou os observadores perplexos desde o início da partida.

A Noruega não demorou a testar seus adversários. Já no terceiro minuto, um preciso passe em profundidade de Martin Ødegaard liberou Julian Ryerson, cujo cruzamento encontrou Patrick Berg em posição de finalizar. O gol foi anulado por impedimento de Ryerson, decisão posteriormente confirmada pelo árbitro assistente de vídeo. Dez minutos depois, o Brasil recebeu um pênalti após a entrada de Kristoffer Ajer em Matheus Cunha — falta que o árbitro americano Ismail Elfath inicialmente não marcou, até que o VAR interveio para corrigir a decisão.

Bruno Guimarães, que raramente cobra pênaltis, se aproximou da marca com uma corrida entrecortada e viu seu chute fraco ser defendido com tranquilidade pelo goleiro Ørjan Håskjold Nyland. Ancelotti revelou posteriormente que a escolha do cobrador foi determinada por uma análise estatística interna. Ambas as equipes continuaram ameaçando antes do intervalo, com Vinícius Júnior e Martinelli forçando defesas de Nyland, enquanto Ødegaard aproveitou a confusão na área no tempo acrescido para obrigar Alisson a fazer uma boa defesa.

As mudanças no intervalo redefinem a partida

Solbakken agiu com decisão no intervalo, retirando seus dois pontas e lançando Andreas Schjelderup e Oscar Bobb para injetar energia fresca no ataque. O Brasil respondeu logo após o reinício quando Ancelotti colocou o jovem atacante Endrick no lugar de Cunha. O substituto quase causou impacto imediato — uma visão de jogo extraordinária de Vinícius o deixou cara a cara com o goleiro, mas um segundo toque pesado e a marcação que se fechava ao redor dele o forçaram a chutar com o pé esquerdo para fora.

À medida que o segundo tempo avançou, o Brasil começou a se impor na posse de bola, levando a Noruega a recuar e operar no contra-ataque — uma mudança de abordagem que se mostrou eficaz. Alisson foi acionado para defender dois cruzamentos perigosos pelo flanco esquerdo norueguês, em uma ocasião quase desviando a bola para o caminho de Haaland. Minutos depois, a força física bruta do atacante norueguês se sobrepôs aos dois zagueiros brasileiros, criando espaço para Schjelderup, que deveria ter marcado quando foi lançado na área.

Neymar, o ídolo do público brasileiro, entrou pelo banco, mas sua chegada coincidiu com Endrick indo para a ponta e sumindo da partida. Com nove minutos restantes, Guimarães — que havia feito uma partida sólida, excetuando o pênalti — foi substituído por cansaço, deixando o Brasil exposto em um momento crítico.

Haaland marca duas vezes e sela uma vitória histórica

A Noruega precisou de apenas sessenta segundos após a saída de Guimarães para abrir o placar. Schjelderup cruzou pela esquerda, e Haaland se elevou acima de Gabriel Magalhães — seu rival no nível de clube — para cabecear com força para o fundo das redes de Alisson. Foi um gol de pura autoridade, do tipo que apenas um punhado de jogadores no futebol mundial é capaz de produzir.

Onze minutos depois, com a partida já no tempo acrescido, Haaland voltou a marcar. Schjelderup fez um passe rasteiro pela frente da área do Brasil, e o capitão norueguês chegou com calma para converter de perto. Sua comemoração foi caracteristicamente discreta — ele simplesmente ficou parado e sorriu, deixando o momento falar por si só.

Neymar conseguiu balançar as redes, convertendo um pênalti com uma corrida entrecortada no nono minuto de sete de acréscimos. Foi um gol de consolação que chegou tarde demais para alterar o resultado. Enquanto a lenda brasileira deixava o campo em lágrimas, parecia o encerramento de toda uma era. Enquanto isso, a Noruega se prepara para zarpar rumo a Miami e disputar as quartas de final da Copa do Mundo — um território que jamais havia explorado.

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