Kylian Mbappe marcou o seu segundo doblete consecutivo enquanto a França garantiu vitórias consecutivas no Mundial 2026, derrotando o Iraque por 3-0 na noite de segunda-feira na Filadélfia. O jogo foi interrompido por uma tempestade durante duas horas, mas a equipa de Didier Deschamps acabou por demonstrar qualidade suficiente para avançar confortavelmente no Grupo I e garantir o seu lugar nos oitavos de final.
O resultado ganha especial relevância no contexto da corrida pela Bota de Ouro. Mais cedo nessa noite, Lionel Messi tinha marcado dois golos contra a Áustria, elevando o seu total no torneio para 18 golos. Mbappe respondeu da mesma forma, mantendo a diferença em apenas um golo e sustentando a pressão sobre o seu ex-companheiro do Paris Saint-Germain a caminho da fase a eliminar.
Para além das façanhas de Mbappe, a noite pertenceu a Michael Olise e Ousmane Dembele, que combinaram de forma devastadora na segunda parte. Dembele assinalou a ocasião com o seu primeiro golo num Mundial, enquanto Olise foi a força criativa por detrás de dois dos três golos da França. A nossa redação avalia os onze titulares do encontro do Grupo I a seguir.
Mbappe Domina a Corrida pela Bota de Ouro
Kylian Mbappe abriu o marcador com um remate poderoso da entrada da área, demonstrando o tipo de finalização clínica que o tornou num dos avançados mais temidos do futebol mundial. O remate foi uma declaração de intenções — poderoso, preciso e sem deixar qualquer hipótese ao guarda-redes iraquiano.
O segundo golo da França chegou ao minuto 54 em circunstâncias algo fortuitas. O guarda-redes iraquiano cometeu um erro catastrófico num pontapé de baliza curto, cedendo a posse diretamente a Dembele, que desinteressadamente cruzou para Mbappe encostar de perto. Foi o tipo de oportunismo que separa os avançados de elite dos restantes.
Mbappe esteve perto de completar um hat-trick nos minutos finais, mas não o conseguiu desta vez. Saiu do campo sob uma ovação de pé do público da Filadélfia, tendo mais uma vez demonstrado por que continua a ser a figura central nas ambições da França no Mundial. Com Messi ainda um golo à frente na classificação da Bota de Ouro, a corrida entre as duas superestrelas promete ser um dos enredos definidores do torneio.
Olise e Dembele Combinam com Efeito Devastador
Michael Olise foi possivelmente o jogador mais influente em campo ao longo dos 90 minutos completos, embora a sua avaliação final de 8/10 apenas capture parcialmente a sua contribuição. A sua primeira assistência — um passe simples de primeira para Mbappe no canto da área iraquiana — pode ter parecido simples, mas a segunda foi de genuína beleza: um passe em profundidade perfeitamente medido que dividiu a defesa iraquiana e deixou Dembele isolado perante o guarda-redes.
Olise também esteve perto de marcar um golo próprio quando o seu delicado toque por cima do guarda-redes bateu na trave. Foi o tipo de exibição que sublinha por que o extremo do Real Madrid se tornou uma peça tão integral do esquema ofensivo de Deschamps.
Ousmane Dembele tinha suportado uma espera frustrante pelo seu primeiro golo num grande torneio internacional, mas a espera terminou finalmente ao minuto 66. Depois de mostrar uma antevisão aguçada para intercetar um passe errado iraquiano e preparar o segundo golo de Mbappe, Dembele coroou a sua noite com um remate sereno após ser lançado por Olise. Foi um momento histórico para o vencedor da Bola de Ouro, que anteriormente não tinha marcado num Mundial.
Bradley Barcola ofereceu lampejos da sua considerável velocidade e habilidade técnica pelo flanco esquerdo, mas o extremo do Paris Saint-Germain não conseguiu traduzir a sua promessa num produto final tangível. Numa noite em que os seus colegas de ataque brilharam, foi uma noite relativamente tranquila para o jovem avançado.
O Meio-Campo Fornece a Plataforma
Manu Kone entrou no onze inicial em substituição do suspenso Aurelien Tchouameni e desempenhou bem o papel de contenção. O médio foi uma presença constante na disrupção dos ataques iraquianos, combinando força física com uma inteligente consciência posicional para recuperar a bola repetidamente nas zonas centrais.
Adrien Rabiot complementou Kone de forma eficaz, produzindo uma exibição de passes quase impecável que ajudou a França a manter o controlo do ritmo ao longo do jogo. O médio do AC Milan também esteve perto de inscrever o seu nome no marcador com um cabeceamento bem direcionado pouco depois da hora de jogo, embora o remate tenha falhado por pouco.
Solidez Defensiva com um Momento de Preocupação
Mike Maignan teve uma noite para esquecer no melhor sentido possível — o guarda-redes do AC Milan mal foi solicitado ao longo de todo o jogo, um testemunho de quão confortavelmente a França controlou os acontecimentos contra um ataque iraquiano limitado.
Dayot Upamecano foi igualmente imperturbável no coração da defesa, deslizando pelo jogo com a segurança de um jogador a operar bem dentro das suas capacidades. Jules Kounde foi mais aventureiro, avançando em cada oportunidade apesar de cometer um par de erros defensivos que, noutra noite, poderiam ter sido mais dispendiosos.
William Saliba viveu o único momento de genuína ansiedade para a linha defensiva francesa quando perdeu completamente o rasto de Ali Al-Hamadi dentro da área. O avançado iraquiano não conseguiu, no entanto, aproveitar a oportunidade, e Saliba teve a sorte de sair sem sofrer golo. Lucas Digne proporcionou apoio fiável no flanco esquerdo, assistindo as corridas de Barcola para a frente enquanto também fez bem em fechar Al-Hamadi após a falha de Saliba.
O Que Vem a Seguir para Les Bleus
A vitória da França sobre o Iraque confirmou a sua progressão para os oitavos de final com um jogo por disputar, preparando um decisivo encontro de grupo contra a Noruega de Erling Haaland na sexta-feira. Deschamps terá o luxo de rodar o seu plantel para esse encontro, sabendo que a qualificação já está garantida.
O panorama mais amplo, no entanto, continua a ser a corrida pela Bota de Ouro. Com Messi e Mbappe separados por apenas um golo a caminho das eliminatórias, a rivalidade entre os dois talentos geracionais acrescenta uma camada extra de intriga ao que já se perfila como um memorável Mundial 2026.

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